Saúde

5 maneiras que a tecnologia está modificando a medicina

Saúde e inovação sempre andaram lado a lado, mas a próxima década pode significar uma revolução na área que cuida dos seres humanos. Entenda como.

Há um aplicativo para medir a qualidade do seu sono. Outro para monitorar o seu batimento cardíaco. Há até um estetoscópio feito para ser utilizado com o smartphone e até um programa para medir a chance daquela sua pinta ser um melanoma com ajuda do seu celular. A medicina está mudando a cada dia — e grande parte se deve à tecnologia. E isso vai muito além dos aplicativos: a evolução tecnológica vem permitindo avanços em cada uma das áreas da saúde e deve mudar aspectos muito importantes como expectativa e qualidade de vida.

Segundo o Singularity Hub, a medicina vai avançar mais nos próximos 10 anos do que avançou nos últimos 100. Tendo em mente que no último século curamos doenças, aumentamos a expectativa de vida em décadas e temos tratamentos eficazes, espera-se tais avanços com uma enorme expectativa. Entenda as inovações que tornam essas previsões tão otimistas.

  1. Órgãos artificiais

Segundo o jornal online MedGadget, feito por médicos dos Estados Unidos, o uso de órgãos artificiais deve se tornar popular até 2021. O coração artificial é um dos mais desenvolvidos até hoje, seguido pelo pâncreas. Como esses órgãos podem substituir a função de um órgão defeituoso do corpo humano, eles podem não apenas salvar a vida de milhares de pacientes, mas até funcionar como cura para doenças como a diabetes.

O pâncreas artificial já foi aprovado pela FDA (US Food and Drug Administration). Desenvolvido pela empresa Medtronic MiniMed, o equipamento consiste em um dispositivo que combina um monitor de glicose automatizado com uma bomba de insulina.

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Atualmente, a solução para quem tem diabetes tipo 1 é injetar insulina no corpo em certos períodos do dia. O pâncreas artificial poderá administrar a quantidade exata do hormônio necessário, desligando a liberação de insulina quando uma queda dos níveis de açúcar é detectada. Com menos riscos de acontecer um desequilíbrio no corpo, há menos chances de crises com consequências possivelmente fatais. “A primeira tecnologia dessa espécie pode fornecer para pessoas que têm diabetes tipo 1 a possibilidade de viver suas vidas com grande liberdade, sem precisar monitorar os níveis de glicose manualmente ou administrar insulina”, disse o Dr. Jeffrey Shuren, da FDA, ao site Futurism. Segundo Shuren, o pâncreas artificial deve chegar ao mercado no primeiro semestre de 2017.

  1. Internet da saúde

Há quem diga que existe um aplicativo para quase tudo nessa vida. Essa frase começa a virar verdade para a saúde: qualquer smartphone é capaz de contar o número de passos que você dá, além de checar sua frequência cardíaca. Para o cardiologista Dr. Eric Topl, em entrevista ao Digital Trends, estamos vivendo a “digitalização dos seres humanos”.

Essas ferramentas podem reduzir o uso dos médicos e dar mais poder aos pacientes. Com tantos apps que podem trazer dados do paciente, a tendência para o futuro é que os diagnósticos sejam feitos de maneira mais fácil e também precisa. “O paciente vai começar a tomar conta de tudo, indo ao médico para pedir conselhos e fazer uso da sua experiência”, completa Eric.

  1. Edição de genes

A edição de genes figura em quase toda a lista de possíveis tecnologias revolucionárias para os próximos anos. Nós já detalhamos um pouco dessa tecnologia aqui no iQ Intel: esse hype todo sobre a edição de genes se deve ao CRISPR-CAS 9. Essa tecnologia permite que cientistas façam microcirurgias no genes, modificando uma sequência de DNA em um local específico no cromossomo. Tamanha precisão, aliada ao fato da técnica ser barata, torna o CRISPR-CAS 9 tão aguardado pelos cientistas.

A esperança de cientistas é que essa tecnologia possa combater doenças como fibrose cística ou até mesmo o HIV. Mesmo tendo poucos anos de vida, há empresas como a Editas, que são especializadas na técnicas. Essas companhias são a grande aposta de muita gente: tanto que a Editas recebeu milhões de dólares de investimento e hoje conta com US$ 200 milhões em caixa.

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O primeiro teste clínico com humanos foi aprovado pelo governo americano recentemente. A tecnologia será utilizada para o tratamento do câncer. A ideia é comprovar que o CRISPR-CAS9 é efetivo na imunoterapia. Para isso, pesquisadores vão remover as células T de 18 pacientes com diferentes tipos de câncer e fazer três diferentes tipos de edição neles.

  1. Análise de dados

Sempre que falamos em medicina, uma palavra vem à mente: cura. Queremos cura para as doenças malignas que interrompem o ciclo de vida de tanto gente. Entre todas as essas inovações, a que mais envolve a cura é a análise de dados.

Para o matemático Eric Schadt, a cura de doenças como o câncer pode estar na análise de muitos dados de pacientes. A possibilidade de guardar informações sobre milhões de pacientes permite que exista uma medicina personalizada. Segundo Schadt, com dados suficientes, não há doença que não possa ser tratada. Combinada com uma inteligência artificial que possa atuar com essa quantidade de dados, seria possível detectar padrões em uma população e aplicar o conhecimento da máquina para encontrar a rede de mutações responsáveis pelos tumores malignos. Empresas como o Google, com o Deep Mind, e a IBM, com o Watson, já vem trabalhando no campo da saúde e da inteligência artificial. A ideia é identificar os padrões para ajudar na prevenção de doenças ou para indicar o tratamento mais adequado para as pessoas.

  1. Medicina regenerativa

Há tempos escutamos sobre o potencial da tais células-tronco. Há tempos também escutamos sobre a polêmica que acerca o tema, já que as células-tronco envolvem embriões humanos. Mesmo assim, os avanços com elas continuam acontecendo. Em 2010, cientistas utilizaram células-tronco para tratar uma pessoa com lesão na medula espinhal. Em 2012, outro teste conseguiu tratar de maneira bem-sucedida uma mulher com degeneração macular. Segundo o Digital Trends, as pesquisas envolvendo células-tronco podem ajudar em doenças como Mal de Parkinson, Alzheimer e outros problemas.

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Nos últimos anos, outra inovação envolvendo as células-tronco ganhou as manchetes: elas estão sendo utilizadas para fazer biotintas, o que vai permitir a criação de tecidos fora do corpo humano e até órgãos em impressão 3D. De fato, os próximos anos prometem.

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