Saúde

Tecnologia a favor das mulheres: conheça 5 produtos inovadores

Toda mulher menstrua. Por mais tabu que o assunto seja, chegou a hora não apenas de falar, mas de fazer dele alvo de inovações. E, por que não, tecnológicas?

Concorde você ou não que estamos vivendo uma primavera feminista, fato é que até o Vale do Silício começou a ver as mulheres com outros olhos. E não era sem tempo. Nos Estados Unidos, país que concentra grande parte das empresas de tecnologia, as mulheres representam 47% de todos os profissionais. Na área, esse número cai para 22%. Mas para além da força de trabalho, onde a perspectiva feminina já se mostrou mais do que necessária — essencial até para o negócio, eu diria — as mulheres e suas questões finalmente se tornaram alvo de inovação. Que homens e mulheres são biologicamente diferentes ninguém duvida. Sabe-se, por exemplo, que o motivo das mulheres sentirem mais frio do que os homens diante de um ar condicionado é que elas sentem frio mais rápido. É o que diz um estudo holandês divulgado pela BBC. Sabe-se, também, que mulheres menstruam… então porque não fazer disso um problema a ser solucionado também pela tecnologia, não é mesmo? Algumas empresas já começaram.

Cinco iniciativas que encaram a menstruação de frente

Flex
Quem disse que “naqueles dias” não é possível fazer sexo? O Flex nasceu justamente para resolver essa questão e colocar um fim às desculpas femininas e também masculinas. Basicamente, o Flex, que se parece com uma camisinha feminina ou com um anel vaginal contraceptivo, é um absorvente interno. Ele deve ser colocado dentro do canal vaginal pela mulher, pode ficar dentro do corpo por até 12 horas, e é descartável.

Como o nome sugere, ele é composto de um disco flexível o suficiente para mantê-lo no lugar, mesmo durante o sexo, e por uma bacia que funciona como reservatório para coletar o sangue. O Flex cobre todo o colo do útero para evitar vazamentos.
Além disso, o absorvente interno é feito de uma mistura de polímeros de classe médica. Polímeros classe médica são usados em todos os tipos de produtos aprovados para uso no interior do corpo humano, incluindo instrumentos cirúrgicos. É hipoalergênico e feito sem látex de borracha natural ou silicone.

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LoonCup

Faz algum tempo que o coletor menstrual se tornou amigo das mulheres, especialmente aquelas preocupadas com o descarte de absorventes no meio ambiente. Pois bem, o LoonCup é uma evolução do copinho feito de silicone cirúrgico que mais se parece como uma taça.

Criado pela Loon Lab, uma startup de São Francisco, nos Estados Unidos, o LoonCup é um copinho que pode ser sincronizado com um aplicativo para smartphone disponível para Android, iOS e até para o Apple Watch. Como diz a campanha de lançamento do produto no Kickstarter, “Medir, Analisar, Rastrear. Ajude-nos a redefinir a menstruação”.

No aplicativo, é possível encontrar informações como volume do fluxo e cor do sangue, o que pode apontar até eventuais problemas de saúde. Como outros coletores menstruais comuns, deve ser inserido no canal vaginal, podendo permanecer lá por até 12 horas. Porém, como ele é inteligente, LoonCup avisa quando está cheio e quando é hora de esvaziá-lo.
“Não é nenhum segredo: a menstruação não é divertida. Mas e se pudéssemos aliviar o nosso estresse mensal e retomar o controle? E se pudéssemos aprender alguma coisa importante com nossos ciclos e melhorar a nossa saúde? Parece ótimo, não é?”, diz o texto introdutório da campanha realizada em 2015. Vendido em dois tamanhos — A para fluxos menores e mulheres que ainda não tiveram filhos e B para mulheres com fluxo intenso ou que já deram à luz — tem sensores, bluetooth e uma bateria que dura cerca de seis meses embutidos no gadget feito de silicone de classe médica.

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Thinx

Criado por uma startup de Nova York, Estados Unidos, a Thinx possui uma ideia bem simples por trás: calcinhas absorventes que dispensam a necessidade de usar qualquer outro método, seja absorvente, tampões ou mesmo o copinho coletor. Feitas em diferentes modelagens, dos mais cavados aos mais largos, as calcinhas prometem fazer a mulher se sentir sequinha e confortável mesmo quando menstruada.

A mágica, segundo a empresa, é a combinação de materiais: quatro pedaços de tecnologia que, juntos, fazem uma calcinha para mulheres que menstruam que é antimicrobiana, evita a umidade, é absorvente e resistente à vazamentos. A camada superior combate as bactérias e absorve o líquido enquanto a camada debaixo, que é muito fina, garante que a mulher fique sempre seca. E, segundo o site: “não, você não sente como se estivesse de fraldas, e não, não é como sentar em seu próprio sangue. Boom.”

Pelo site é possível ver os modelos e quanto cada uma delas “aguenta” em termos de fluxo. Ou seja, é possível ter várias e usá-las de acordo com a intensidade. Há, inclusive, pacotes e promoções de acordo com a duração do seu ciclo menstrual: 3, 5 ou 7 dias.

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Lola

E, muitas vezes, tecnologia é investir nos materiais para que não precisemos fazer uso de nada sintético. Esse é o caso do Lola, absorventes internos 100% de algodão. Segundo o site da empresa, que também é nova-iorquina, uma mulher normal irá usar, em média, 15.000 absorventes durante sua vida. Por isso, deve escolher os que são naturais, simples e causam menos impacto ao meio ambiente. Os absorventes internos da Lola são 100% algodão e podem ser customizados pelas próprias mulheres para se adaptarem ao seu fluxo menstrual e podem ser comprados com aplicadores ou não.

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Livia

E, muitas vezes, tecnologia é investir no bem-estar das pessoas, especialmente as mulheres que enfrentam cólicas. É o que faz o Livia. Segundo explica o site, as cólicas são resultado de uma conexão entre cérebro e aparelho reprodutor feminino. O que o gadget faz é bloquear essa ligação, impedindo que a dor chegue ao cérebro e seja sentida pelo corpo.
Pequeno e quadrado, o Livia lembra um iPod Nano. Ele pode ser fixado na calça ou guardado dentro do bolso. No aparelho, há dois eletrodos acoplados que devem ser colados na barriga ou nas costas, em cima do local exato da dor. São esses eletrodos que emitem estímulo elétricos que bloqueiam a dor da cólica. A intensidade pode ser controlada de acordo com o nível do desconforto. Segundo os fabricantes, o dispositivo não causa intolerância ou efeitos colaterais.

Para tirar o Livia do papel os criadores fizeram um crowdfunding no site IndieGogo. O objetivo, atingido, era de juntar US$ 50 mil e começar a entrega do gadget aos apoiadores em janeiro de 2017. Diferentes pacotes estavam disponíveis durante a campanha. Os preços variavam de acordo com as recompensas. O principal deles oferecia o kit completo por US$ 85: dispositivo, capinha protetora, dois eletrodos, cabo de conexão, carregador e uma caixinha para guardar o produto. Se você duvidou que esse é um assunto sério para as mulheres, saiba que o financiamento coletivo arrecadou US$1,320,544. Apenas 1339% da meta.

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