Esportes

10 tecnologias que estão mudando o esporte

esporte

Dos robôs a biomimética, conheça algumas inovações que estão transformando o esporte de alta performance

O inevitável e desenfreado avanço tecnológico está fazendo ramificações de inovação entrarem em todas as camadas da sociedade e o esporte é uma delas. Em regras, roupas, análise e no desempenho, novas tecnologias estão modificando a maneira que o esporte é praticado. O Seeker fez uma lista com 10 tecnologias que estão transformando as modalidades que conhecemos e gostamos de acompanhar.

Equipamento e roupas sob medida

Não são todos os atletas que podem ter o seu corpo analisado por pesquisadores e cientistas para chegar ao equipamento perfeito para o atleta. Além de ser restrito a poucas pessoas, esse tipo de análise é cara. Mas uma tecnologia quer mudar isso: scanners 3D de corpo podem analisar a geometria e a cinética do corpo. Cientistas da Universidade de Cornell estão usando os chamados scanners de corpo que podem detectar cerca de 300 mil pontos do corpo da pessoa para desenvolver roupas e equipamentos feitos sob medida.

Robótica

O campo esportivo é mais um que a robótica aos poucos vai revolucionar. Robôs podem ser criados para simular movimentos de esportes como tênis ou golfe, possibilitando que engenheiros testem os equipamentos. Além disso, eles podem ajudar atletas diretamente em seu treinamento, como é o caso do TrainerBot, inovação financiada pelo Kickstarter que recebeu mais de US$ 280 mil de aporte. O Trainerbot é um robô para auxiliar atletas ou entusiastas do tênis de mesa no treino.

trainerbot

Nanotecnologia de carbono

Pesquisadores da Universidade do Texas desenvolveram músculos artificiais com nanotubos de carbono. Esses músculos podem operar em altas temperaturas, o que permite aplicações no espaço e na área militar, por exemplo. No esporte, pode ser um pouco mais controverso, mas é uma possibilidade.

Materiais reativos

Esportes de impacto necessitam de tecnologias que os protejam. Pesquisadores da Universidade de Delaware, nos Estados Unidos, estão fazendo materiais com nanopartículas que ficam rígidas assim que há algum impacto. Além de ajudar atletas e impedir lesões, cogita-se também esse tipo de materiais reativos no campo militar.

Tecnologias da informação

Também chamado de Big Data, esse amontoado de informações sobre esportes tem transformado até modalidades mais tradicionais como futebol e basquete. Bons exemplos são empresas como a 94 Fifty, que pode capturar até 6.000 informações diferentes em um segundo e analisá-las em pouco tempo. O Big Data já se mostrou bem-sucedido, sendo utilizado por equipes vencedoras e até como tema do filme Moneyball, em que a trama fala sobre um time de beisebol que revolucionou a liga americana ao utilizar as informações para contratar.

Supercomputadores

Supercomputadores podem analisar o movimento do ar, água e gáses, auxiliando no design de roupas para atletas. Os softwares analisam, por exemplo, a fricção da pele, permitindo o desenvolvimento de roupas aerodinâmicas. No ciclismo, atletas utilizam 90% de suas forças para combater o vento. Ou seja, qualquer tipo de melhoria pode fazer a diferença na performance dos atletas.

Imagem digital

Centenas de câmeras em eventos esportivos estão ajudando a moldar o futuro esportivo. A tecnologia FreeD, da Intel, permite uma perspectiva jamais vista, possibilitando um replay tridimensional que entrega uma visão panorâmica de jogadas. A tecnologia já está sendo utilizada na NBA, liga norte-americana de basquete.

Biomimética

A biomimética é a ciência que imita a natureza. Pesquisadores estão olhando para animais em busca de ter algumas soluções esportivas. O mais famoso desses casos é o maiô desenvolvido depois de um estudo da pele do tubarão, em que água flui de maneira mais rápida pela vestimenta. Outro caso é a pata da lagartixa, em que cientistas desenvolveram materiais inspirados no animal e criaram um tênis para escalada.

Computadores vestíveis

A tecnologia dos vestíveis já não é tão inovadora assim, mas cientistas estão criando roupas inteligentes que contam com sensores microscópicos que monitoram o batimento cardíaco, temperatura corporal e hidratação dos atletas, mas que não interfere no movimento das pessoas. O uso também pode ser militar e médico, pois é possível fazer esse monitoramento dessas funções vitais a distância.

Computadores ingeríveis

A temperatura corporal é a segunda maior causa de morte entre atletas. Até então, a temperatura do corpo era monitorada por observação, mas atletas podem ignorar os sinais de exaustão. Uma “pílula termômetro” pode ajudar: desenvolvido pela NASA para monitorar os astronautas, essa pílula contem um sensor e uma microbateria envolta em solício. Quando engolida, esse sensor transmite a temperatura e os batimentos cardíacos para um computador. Atletas em atletismo, corrida, futebol americano, ciclismo e futebol já usaram versões dessa pílula.

Compartilhe esse artigo

Tópicos relacionados

Esportes Inovação Tecnológica

Leia também

Read Full Story