Inovação Tecnológica

Como a inteligência artificial de Intel ajuda na exploração espacial

Intel Nervana, plataforma de Deep Learning da empresa, desempenhou papel importante nas pesquisas espaciais ao lado da Nasa.

A exploração espacial entrou em uma nova era recentemente. Além do alto investimento de empresas privadas como a SpaceX, há uma inovação que tem evoluído a cada ano e que se mostrou essencial para auxiliar na tarefa de levar o ser humano a diferentes lugares da galáxia — ou até mesmo fora dela: a inteligência artificial. E a Intel está participando de maneira marcante dessa promissora história.

Em agosto, a empresa foi palco do evento de encerramento do NASA Frontier Development Lab (FDL), em Santa Clara, na Califórnia. O dia marcou o fim de um programa de oito semanas dedicado a pesquisas que buscam entender como a inteligência artificial contribui para campos como clima espacial, recursos espaciais e defesa planetária. A intenção da Intel ao colaborar com a NASA é identificar e resolver problemas que podem nos afetar aqui na Terra.

Parte do programa consiste em dar suporte para pessoas que usaram o Intel Nervana, tecnologia de deep learning que auxiliou na construção de mapas da lua mais detalhados e com resolução maior — um desafio que envolve detectar crateras e outras características nas regiões polares. Se feito à mão, o processo levaria semanas para apenas uma pequena parte da lua.

A pesquisa demonstrou que o Nervada pode entregar os mesmos resultados que um especialista humano, mas com alta velocidade. A inovação também vai ajudar em futuras missões espaciais comerciais, pois poderá mostrar um mapa confiável do terreno, essenciais em missões que buscam por água ou outros materiais.

Esse esforço de Intel para colaborar com a NASA é reflexo de como a empresa pensa a inteligência artificial. A Intel acredita que a AI é a próxima tendência da computação, revolucionando como negócios operam e como pessoas se engajam com cada aspecto da sua própria vida. A ideia é tornar a inteligência artificial acessível para todo tipo de indústria.

“A Intel Nervana é projetada de forma exclusiva para permitir que pesquisadores e cientistas de dados usem a IA para resolver alguns dos maiores desafios do mundo, sendo ideal para uma questão de como acelerar a viagem espacial”, disse Naveen Rao, vice-presidente corporativo e gerente geral da Inteligência Artificial de Intel. “Desde o momento em que ouvimos sobre esse desafio, estamos empenhados em aplicar nossa expertise e nossas soluções de tecnologia nesse trabalho inovador que está sendo realizado em aplicações de IA para pesquisa espacial. Parabéns para as equipas de pesquisa e para os mentores da Intel, que estão avançando na tecnologia que pode nos levar a Marte e além”, completou.

Outra descoberta mostrada no FDL envolve a detecção de cometas. Normalmente, observá-los diretamente é difícil pois eles estão muitos distantes, podendo ser identificados por chuvas de meteoros que antecedem a passagem do cometa. Pesquisadores desenvolveram um algoritmo que consegue distinguir meteoros de nuvens e aviões — tarefa que normalmente é feita por pessoas. Ao fazer essa distinção, fica mais fácil de identificar chuvas de meteoros e consequentemente ver evidências de cometas ainda não detectados.

Exploração espacial é mais um passo de Intel na inteligência artificial

O investimento de Intel na área de inteligência artificial só cresce. A Intel Nervana surgiu graças a aquisição da Nervana Systems, tida como líder no aprendizado de máquinas. Fundada em 2014 em San Diego, na Califórnia, a Nervana trabalha com softwares de inteligência artificial e deve contribuir e trazer mais amplitude aos conhecimentos da Intel sobre o tema. O sistema da Nervana será aplicado para otimizar a Intel Math Kernel Library, software da Intel direcionado a desenvolvedores.

A compra da Nervana Systems se deu pela identificação da Intel do aprendizado de máquinas como a próxima tecnologia revolucionária. Estimativas da própria Intel mostraram que esse é o campo que mais cresce dentro da inteligência artificial, tornando-se essencial para o crescimento da IA como um todo. O aprendizado da máquina, como o utilizado pela NASA, consiste no uso de algoritmos de computadores para fazer previsões baseadas em informações, permitindo que as máquinas ajam ou pensem sem serem comandadas explicitamente para isso.

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