Saúde

Como a tecnologia está afetando a indústria do sexo

Hardwares criados com os mais variados propósitos tem surgido a cada ano, movimentando um mercado de mais de US$ 400 bilhões

Um a um, mercados vão sendo afetados pela evolução da tecnologia e a tendência do desenvolvimentos de hardwares. Um deles é o do sexo, que por meio de investidores e financiamentos de crowdfunding vem acumulando gadgets e outras novidades que movimentam essa indústria.

Globalmente, o mercado do sexo movimenta cerca de R$ 400 bilhões, grande parte disso impulsionado pela revolução dos hardwares. Em documentário da Wired sobre a cidade de Shenzhen, considerada o Vale do Silício na China, Andrew Bunnie Huang comenta sobre como a indústria do hardware tem sido movimentado pelo nicho — e o mercado do sexo entra nesse contexto.

Sempre populares, os brinquedos sexuais começaram a ganhar espaço no ecossistema dos makers e hoje já é possível encontrar sex toys high tech de todos os tipos. Rakesh Sharma, da Forbes, conta como o mercado da startups abraçou esse segmento. “Bons brinquedos adultos são produtos para consumidores que combinam estética e mecânica. Eles requerem um entendimento profundo de design e engenharia. Precisam de todos os ingredientes: um vasto número de engenheiros, designers excelentes e um ecossistema de investidores que apoia e encoraja os riscos para ser inovador nessa indústria lucrativa”, diz.

Falando especificamente dos brinquedos sexuais, esse mercado movimenta US$ 15 bilhões e tem sido uma escolha natural para empreendedores que querem trazer disrupções para empresas já estabelecidas. Tabus e custos de hardware associados com a indústria — que impediam investimentos nesse segmento — já não são os mesmos. Enquanto o desenvolvimento de algumas tecnologias como a impressão 3D tornou o custo de protótipos mais baixo, a popularização de livros como “50 Tons de Cinza” ajudou a quebrar alguns tabus.

Confira algumas tecnologias e sex toys que estão disponíveis no mercado:

The MOD
O The MOD é revolucionário pela possibilidade de customização. O vibrador tem a sua API aberta, permitindo que desenvolvedores façam os seus próprios aplicativos e criem funções: fazer o aparelho vibrar no ritmo de uma música ou no batimento cardíaco do parceiro, por exemplo. Financiado pelo Indiegogo, o gadget arrecadou US$ 60 mil, é feito de silicone, tem três motores e pode ser moldado para ficar da forma que a pessoa quiser. O The MOD é feito com o que foi apelidado de “dilduino”, um derivativo da placa de Arduíno, que controla a bateria e pode se conectar a 500 mA (miliampères) para fazer o motor funcionar. O preço é de cerca de US$ 200.

Lyla

Desenvolvido pela Lelo, empresa que desenvolve sex toys high tech, o Lyla 2 é um vibrador que pode ser controla de maneira remota. Quando um parceiro movimenta o controle, a mulher pode sentir devido a tecnologia SenseMotion, que sincroniza as vibrações dos aparelhos e que têm seis modos diferentes. Segundo a empresa, o aparelho funciona até quando os dispositivos estão a 12 metros de distância.

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Desenvolvido pela empresa Lelo, o Lyla 2 é um vibrador que utiliza controle remoto

AutoBlow 2

Também financiado no site Indie GoGo, o Autoblow é uma máquina feita para simular o sexo oral em homens. Para usar, é necessário colocar o aparelho na tomada, sendo que o motor pode funcionar por mil horas segundo a empresa. O AutoBlow 2 conseguiu mais de US$ 325 mil durante a campanha de crowdfunding, em 2014. Atualmente, a máquina está à venda por £ 129.

Kiroo Onyx + Pearl

A Kiroo é uma startup holandesa com foco em sex toys inteligentes. Um dos produtos é o Kiroo Onyx + Pearl, direcionado para casais que tem uma relação à distância. O Pearl é um vibrador com anéis capacitivos, capazes de se conectar com o Onyx, um masturbador masculino. Quando o parceiro utiliza o Onyx, a mulher pode sentir no Pearl graças a tecnologia que conecta os dois aparelhos. A Kiroo também vende os dispositivos separados, mas juntos eles saem pelo valor de US$ 300.

A Kiroo é outra empresa focada em brinquedos adultos: a linha Kiroo Onyx + Pearl tem uma interação entre os equipamentos voltados ao público masculino e feminino

MakeLoveNotPorn

Criado por Cindy Gallop, o MakeLoveNotPorn é uma plataforma colaborativa em que pessoas podem mandar seus vídeos de teor erótico para o site, com a intenção de mostrar um conteúdo mais perto da realidade e mais distante do que é feito pela indústria pornográfica. Quem manda o vídeo pode ganhar dinheiro, já que o custo por aluguel de cada um é de US$ 5 e 50% desse valor vai para quem fez o upload.

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