Inovação Tecnológica

O futuro e o passado: o impacto da realidade virtual em idosos

Ação de Intel em parceria com o portal Razões Para Acreditar mostrou que o potencial da realidade virtual vai muito além de jogos para jovens.

Quando pensamos no poder dos headsets de realidade virtual, a primeira cena que vem à mente é a de um jovem jogando ou se divertindo em uma montanha-russa virtual. Esqueça essa imagem. Por mais verdadeira que ela seja, a realidade virtual vai muito além de divertir gamers. A ação “Tecnologia e Vida”, feita pela Intel em parceria com o portal Razões para Acreditar, mostrou que a inovação pode trazer experiências inesquecíveis para a terceira idade.

Tudo começou com uma visita a uma casa de repouso, em que idosos puderam contar um pouco das suas memórias — suas antigas profissões, histórias e sensações. Depois, três filmes foram criados para que os moradores pudessem usar os óculos e virtualmente visitar locais em que já estiveram no passado ou que sempre quiseram conhecer. O resultado da ação se transformou nesse vídeo para a campanha “Tecnologia e Vida”.

“Experiências de realidade virtual exigirão alto poder de computação e a Intel está em uma posição de destaque para oferecer essas soluções. No caso dessa iniciativa, a sensação é ainda melhor porque vemos a nossa participação em uma tecnologia que pode, inclusive, ser um complemento para alguns casos de tratamentos de saúde”, diz Carlos Buarque, Diretor de Marketing da Intel. Além de levar headsets para casas de repouso, a ação também tem um espaço dentro do Razões para Acreditar com informações sobre a importância da tecnologia no tratamento de várias doenças, incluindo o autismo e deficiências visuais e motoras.

Para Vicente Carvalho, editor-chefe do Razões para Acreditar, “a tecnologia vai muito além das inovações do dia a dia. Ela tem uma capacidade terapêutica de reconectar as pessoas com ações e experiências humanas. O prazer de fazer esse projeto em parceira com a Intel, pesquisando e criando conteúdo, foi entender que a tecnologia está intrinsecamente ligada ao bem-estar das pessoas”, disse.

 Outras iniciativas de VR para a terceira idade

A ação de Intel com o portal Razões Para Acreditar mostrou o que já é uma tendência da realidade virtual. Em abril deste ano, a Wired fez uma matéria sobre como o futuro da realidade virtual para os idosos é ajudá-los a resgatar o passado. A publicação lembra que, apesar de existirem poucas pesquisas sobre como os headsets podem trazer benefícios para a terceira idade, há outros estudos que dão uma noção do que a tecnologia pode fazer por essa geração.

Uma pesquisa de Stanford mostrou que a simulação de realidade virtual tem um impacto direto em como as pessoas agem no mundo real, mesmo depois que tiram os headsets. Um dos principais apoiadores da realidade virtual para idosos é o diretor Jake Kahana, criador do BettVR With Age, uma série de filmes que demorou 18 meses para ser produzida. No mini documentário, você vê como o projeto ajudou Craig Palmer, de 78 anos, que já foi ator e cantor por boa parte da sua vida. Depois de um acidente, porém, ele ficou preso a uma cama e já não saia de seu apartamento há mais de quatro anos. O vídeo abaixo (em inglês) conta mais:

“Todos falam que a realidade virtual é algo para millenials”, diz o diretor para a Wired. “Mas os idosos são o segmento da população que mais cresce e não havia muitas pessoas pensando em como isso poderia trabalhar por eles”, afirma Kahana.

Há outros interessados em desenvolver conteúdo voltado para a terceira idade na realidade virtual: a Rendever é uma companhia especializada em criar experiências VR para a terceira idade. Dennis Lally, CEO da empresa, contou para a Forbes o tipo de conteúdo que estão criando. “Estamos agregando muito conteúdo bom. Você pode ir para uma praia em Maui e olhar as ondas passarem por 30 minutos ou nadar com uma baleia no oceano. Ou eles podem sentar na primeira fileira de um concerto que eles não poderiam ir”, explica.

O mais importante para Lally, no entanto, é que as famílias possam se conectar. A empresa procura criar experiências para que idosos e familiares possam interagir — seja visitando Machu Picchu em grupo ou fazendo um tour em Paris. No entanto, o CEO disse que uma das reações mais impactantes foi de uma senhora que pode simplesmente voltar para a antiga casa com a ajuda da tecnologia. Segundo Lally, ela disse que a casa “era o lugar mais bonito do mundo”, e que aquilo lhe deu um pequeno conforto. “Quando você trabalha com demência em pacientes sabe como esses momentos podem ser raros”, afirmou.

 

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