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Para Intel, regulamentar drones é importante para continuar inovando

Empresa já fez show de luzes com drones e auxiliou pesquisas científicas no Ártico; regulamentação nos Estados Unidos pode trazer mais inovações

Nos últimos anos, a Intel tomou à frente na popularização dos drones em diferentes áreas. A tecnologia da empresa já foi responsável por fazer um show de luzes e até ajudou pesquisas científicas no oceano com baleias e no Ártico com ursos polares. No entanto, a companhia continua buscando novas maneiras para continuar inovando. Para isso, a empresa apoia o Unmanned Aircraft System (UAS) Integration Pilot Program (Programa de Aeronaves Não-Tripuladas), promovido pela Administração Federal de Aviação, dos EUA, que visa criar formas de setores privados trabalharem em conjunto com o governo americano para, desta forma, ajudarem a desenvolver as regulamentações que envolvem os drones.

A ideia do programa é permitir que mais testes sejam feitos com a tecnologia, promovendo parcerias que façam uso de drones, beneficiem a comunidade ao mesmo tempo em que testam soluções tecnológicas. As propostas devem facilitar as operações com drones, já que podem trazer novas oportunidades envolvendo áreas como segurança, entretenimento e comercial.

Esse tipo de regulamentação vai aumentar ainda mais os tipos de usos de drones. Como é uma tecnologia nova, a cada ano que passa descobrimos mais funções e maneiras dessas pequenas aeronaves serem utilizadas. A Intel já mostrou que está disposta a explorar diferentes cenários.

  • O software Intel Aero feito para aeronaves não-tripuladas é equipado com capacidade de percepção de profundidade e visão. Feito para desenvolvedores, pesquisadores e educadores que pretendem utilizar as funcionalidades dos drones, a plataforma tem suporte direto para a tecnologia Intel RealSense, processador quad-core Intel Atom e capacidade de identificar e evitar obstáculos.
  • O programa Intel Sirius Pro System feito para testar a resistência e a cobertura de longas áreas. O software auxilia em mapeamento de cidades ou inspeção de áreas com agricultura.

 

  • O Unmanned Traffic Management (UTM), em tradução livre, gerenciamento de tráfego de aeronaves não-tripuladas. Testes feitos com a NASA mostram que essa tecnologia pode ajudar a desenvolver um controle aéreo de drones e deixar o uso dos equipamentos e eles próprios mais seguros.
  • O sistema Falcon 8+ permite que grandes instalações sejam inspecionadas, capturando informações importantes e precisas. Por exemplo, uma recente inspeção de um terminal de gás na escócia resultou em mais de 1.100 imagens e 12GB de informação, com interrupção mínima nas operações.
  • A frota de drones Intel Shooting Star quebrou o Recorde Mundial do Guinness em 2016 com o maior número de aeronaves não-tripuladas no céu de maneira simultânea. Apenas um computador e um piloto são necessários para voar centenas de drones que fizeram um show de luzes.

A Intel está comprometida em ajudar o ecossistema de drones para que outras experiências e usos sejam possíveis. Anil Nanduri, vice-presidente do departamento de drones de Intel, afirma que a empresa está empenhada em ajudar o cenário a crescer. “Nós estamos empolgados em se juntar a outros no programa Unmanned Aircraft System (UAS) Integration Pilot Program. Com a tecnologia das aeronaves não-tripuladas, esse programa e a inovação das partes envolvida, podemos criar uma liderança americana”, completa. Para a América Latina é sempre bom que existam outros exemplos de regulamentação, especialmente dos Estados Unidos, de onde vem grande parte da tecnologia, pois servem de inspiração para criar regras locais.

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