Inovação Tecnológica

Por que o megatasking é o futuro dos computadores?

Computadores serão cada vez mais exigidos e precisarão fazer tarefas pesadas ao mesmo tempo; A memória Optane foi feita para isso.

Há chances de você estar lendo este texto enquanto dezenas de abas estão abertas no seu navegador. Talvez um programa como o Photoshop esteja rodando, assim como uma planilha do Excel. Tudo isso enquanto o aplicativo do Spotify está aberto para que você escute aquela música, é claro. Existe até a chance de um jogo rolando em segundo plano. O roteiro que você acabou de ler pode não ser exatamente verídico, mas é fato que fazemos várias funções ao mesmo tempo em nossos computadores. E isso tem um nome: megatasking.

O conceito de megatasking foi criado pela Intel em 2016 para ressaltar a importância de máquinas capazes de fazer diversas tarefas ao mesmo tempo. O cenário imaginado pela Intel é de um gamer jogando em uma resolução 4K enquanto ele grava o jogo e faz um streaming na Twitch. Tudo rodando de maneira limpa. “Os gamers da nova geração usam o Twitch, em que você joga, faz o streaming e precisa interagir com os seus fãs. Se você tem um computador de uma geração antiga, você não consegue fazer isso”, explica Socrates Huesca Gomez, engenheiro de Intel.

Outros possíveis cenários são profissionais rodando o Adobe Premiere Pro, Photoshop e Lightroom, programas em que precisam lidar com arquivos grandes sem travamentos, enquanto criadores de conteúdo fazem vídeos em 4K e rodar vídeos em 360º.

O conceito foi revelado em 2016, quando a Intel lançou o Core i7-6950, mas continua fazendo sentido atualmente. Desde então, a Intel tem feito mais lançamentos direcionados a quem depende de uma alta performance e quer aproveitar o máximo do seu computador. Em maio de 2017, a Intel revelou os novos processadores X-Series, focado em criadores de conteúdo e gamers. A ideia desses processadores é ir além, no que foi chamado de “extreme megatasking”.

Como a memória Optane atua no megatasking?

A mais nova memória Optane é capaz de melhorar a performance das máquinas e de tornar o megatasking mais possível do que nunca. Segundo Huesca Gomez, um dos motivos da criação da memória é essa necessidade de trabalhar com vários programas ao mesmo tempo. “Nós gastamos uma grande quantidade de bits ao mesmo tempo”, afirma. Ele explica que precisamos guardar as informações do computador em algum lugar. “Atualmente, a velocidade de um computador é muito mais rápida do que no passado. Com o megatasking precisamos de mais velocidade no armazenamento. E a Intel entendeu isso há dois anos e desenvolveu essa memória. “Ela é 4 ou 6 vezes mais rápida do que a SSDs tradicionais”, completa.

On March 27, 2017, Intel introduced the Intel Optane memory module for desktops. Intel Optane memory and 7th Gen Intel Core processors deliver 2X faster boot time, 28 percent faster system performance, 58 percent faster game level loads. (Credit: Intel Corporation)

Carlos Buarque, diretor de marketing de Intel, fala de maneira mais direta e objetiva sobre o funcionamento da inovação. “É como um cache que melhora o desempenho do disco. A pessoa tem o HD, que armazena, mas é lento porque é mecânico”, conta. A memória Optane é como se fosse um SSD de 16 ou 32 gigas, que funciona como um cache para colocar os dados mais frequentemente armazenados. E isso torna o ato de jogar muito mais fácil. “Há games muito pesados, como GTA V, por exemplo. Se é um game que a pessoa joga constantemente, o software vai se autoconfigurando para abrir o game rapidamente”, conta. A memória se adapta de acordo com a usabilidade de cada software. Se, por exemplo, a pessoa começar a usar muito o Office ao invés de jogar, o Office abrirá mais rapidamente”, explica.

Huesca reforça dizendo que a experiência do megatasking para gamers é melhorada principalmente em dois pontos com a memória Optane: o tempo de carregamento do jogo que diminui consideravelmente — passa de cerca de 20 segundos para 8 segundos, tendo como exemplo o jogo “Dota”. O segundo ponto é a capacidade de processamento de jogos em alta resolução (4K) sem qualquer travamento. Ele finaliza dizendo que entende que essa é uma tendência, já que hoje temos software que ainda não conseguem acompanhar o hardware. “O futuro aponta para o software cada vez mais e mais poderoso”, afirma.

 

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