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Tecnologia FreeD invade a NFL e traz imagens de todos os ângulos

A NFL começou em setembro e tem agitado as noites de quinta, domingo e segunda-feira. A principal liga de futebol americano do mundo tem ganhado cada vez mais popularidade no Brasil, mesmo com regras complexas à primeira vista. Em um esporte com tantas ações diferentes em um mesmo lance — possíveis faltas, recepções, lançamentos, etc — os replays são essenciais. E a Intel te ajuda a compreender o jogo ao fornecer a tecnologia FreeD para 11 estádios da liga.

A FreeD é uma tecnologia que consiste em equipar as instalações com trinta e oito câmeras 5K UHD (Ultra HD). As dezenas de câmeras que captam imagens da melhor qualidade permitem que replays em 360º sejam feitos, dando a sensação de que os fãs estão em campo junto com astros como Tom Brady, Aaron Rodgers e outros.

A infraestrutura já existia em estádios de times como Baltimore Ravens, Houston Texans e San Francisco 49rs. Agora, outros oito times da liga receberam as câmeras em suas casas. São eles: Arizona Cardinals, Carolina Panthers, Cleveland Browns, Indianapolis Colts, Kansas City Chiefs, Minnesota Vikings (palco do Super Bowl LII), New England Patriots e Washington Redskins.

A novidade ainda traz a possibilidade de os fãs acessarem os replays no site NFL.com, no app NFL Mobile e no canal da NFL no YouTube. “Ao ampliar a freeD para mais equipes da NFL, estamos permitindo que os fãs vejam todos os lados da jogada e revivam a empolgação dos momentos que definem uma partida:, diz James Carwana, gerente geral da Intel Sports. “Durante o Super Bowl LI, os fãs experimentaram um grande lance do ponto de vista do quarterback. Ver os melhores momentos de novas perspectivas está redefinindo o que significa assistir um jogo”, completa.

Vishal Shal, vice-presidente sênior de Mídia Digital da NFL, diz que a parceria com a Intel possibilitou novas formas dos fãs experimentarem a emoção dos jogos. “Estamos empolgados por trazer esse conteúdo inovador para os fãs da NFL tanto nos estádios quanto em casa, com a tecnologia freeD. A visão dessa tecnologia para colocar o espectador em qualquer lugar dentro de campo aumenta nosso potencial para inovar diversas áreas da Liga”, diz.

O equipamento vai além das câmeras, é claro: cada estádio é equipado com servidores que processam até 1TB de dados para gerar clipes de 15 a 30 segundos. Após coletar esses dados, o vídeo é enviado por quilômetros de cabos de fibra ótica para uma sala de controle especial, onde a equipe de produção da Intel recria o clipe selecionado em 3D com um ponto de vista interessante ou até mesmo com a perspectiva do jogador.

A revolucionária tecnologia freeD

A tecnologia chegou com tudo na NFL em 2017, mas há alguns anos que esse sistema de replay tem revolucionado a transmissão esportiva. A NBA, liga de basquete americana, já conta com a tecnologia em alguns ginásios desde 2016.

Na época, Brian Krzanich, CEO da Intel, falou sobre a tecnologia e como ela pode revolucionar o esporte. “Digitalização é uma palavra muito usada atualmente, mas quando ela se refere ao esporte, é verdadeiramente transformacional”, escreveu Krzanich para o The Cauldron. “Isso significa que tudo o que fazemos em um esporte pode agora ser capturado como um pedaço de dados. Dados como nunca tínhamos experimentado antes. Os mínimos detalhes de um jogo — do ângulo do cotovelo de um atleta em um lance livre à vertical em uma enterrada —, tudo pode ser medido e transmitido em tempo real”, explica o CEO da Intel.

A inovação começou com a empresa Replay Technologies, fundada em 2011 em Israel e adquirida pela Intel em 2016. A Intel se interessou pela inovação não só pelos incríveis replays que podem ser criados, mas também pelo uso da computação. É necessário um grupo de servidores com chips da Intel para fazer o trabalho de processamento da imagem gerada pelas câmeras. A tecnologia usa um sistema computacional de alto desempenho da Intel (HPC), que converte dados 2D em pixels volumétricos 3D ou “voxels”, que são utilizados para a visualização dos vídeos em 360º. A isso soma-se a renderização 3D, que transforma as dezenas de imagens de várias câmeras em uma só.

“Esses dados, chamados de ‘vídeo Freed’’ nos permitem não só criar replays com imagens que seriam impossíveis em uma transmissão convencional, mas também dá uma interatividade completa ao usuário doméstico que vê o jogo em uma máquina equipada com 6ª geração de processadores Intel Core, inaugurando um novo tipo de formato de vídeo e linguagem visual”, disse Preston Philips, vice-presidente de marketing e comunicação da Replay Technologies à Karli Petrovic, da iQ Intel.

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