Comportamento

Viagem 2.0: Como a tecnologia vai melhorar suas viagens

Dana McMahan Writer

Encontre voos baratos, viva como uma pessoa local e otimize a diversão com a tecnologia de viagem que aprimora sua aventura do momento em que você começa a planejar até quando volta.

Os turistas estão gostando cada vez mais das estradas, viagens aéreas e ferrovias como nunca.

Segundo o Índice Mastercard de destinos globais 2015, Londres recebe o maior número de turistas (expectativa de 18,82 milhões este ano), seguido de perto por Bangcoc que deverá receber 18,24 milhões. Paris, Dubai e Istambul completam a lista das cinco cidades mais visitadas com Nova Iorque, Cingapura, Seul, Kuala Lumpur e Hong Kong completando as 10 principais.

Enquanto isso, Colombo, Sri Lanka, Chengdu (China) e Abu Dhabi estão no topo da lista das cidades que mais crescem como destino.

Um motivo para o aumento repentino de viagens é que a tecnologia está tornando mais fácil, mais economicamente viável e, muito provavelmente, mais imersivo e divertido viajar.

“Muita coisa vem acontecendo,” diz Grant Martin, editor de negócios da Skift, que fala das tendências no setor de viagens. Grande parte graças não apenas à Internet, mas a maior conectividade. Quando você acessa a Internet, redes 3G ou 4G, e as combina com um computador portátil no seu bolso, isso realmente revolucionou a maneira como viajamos.”

Atualmente os viajantes em férias podem dispensar o agente de viagem para perguntar sobre um destino no Facebook, encontrar um voo no Kayak e conseguir um excelente aluguel de apartamento no Airbnb.

Com um smartphone, os viajantes podem solicitar um Uber para sair do aeroporto, verificar o Google Maps para escolher o roteiro no trânsito até seu lar temporário, pedir comida por meio do Feastlyou da mais nova janela do Instagram, traduzindo o menu apenas apontando a câmera do telefone para ele.

E isso é somente o começo.

“Ter em seu bolso a possibilidade de entrar online rapidamente muda tudo sobre a maneira como você viaja, como planeja, como chega lá”, disse Dave Dean, fundador do Too Many Adapters, um site de tecnologia para viajantes.

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Veja como a mais nova tecnologia aprimora experiências de viagem:

Encontre aquela tarifa

Encontrar tarifas aéreas econômicas ficou mais fácil do que nunca com o lançamento do Google Voos.

Assim que o Google comprou o ITA Matrix, o software permitia aos viajantes fazer buscas intensas para encontrar passagens baratas, explica Martin. “Agora que ele está integrado a seu mecanismo de voos, tornou-se o produto preferido de muitas pessoas com orçamento apertado.”

Tendo o ITA como backbone, o Google Voos permite inúmeras buscas para múltiplos destinos em paralelo. Em vez de pesquisar um roteiro de cada vez, agora é possível reduzir a imagem do mapa para ver rapidamente que aquela passagem aérea para Kuala Lumpur custa a metade do preço de uma passagem para Bangcoc.

Assuma o controle da viagem

Após fazer a reserva, a organização de todos os detalhes da viagem ficou muito simples se você deixar que um aplicativo como o TripIt assuma o comando. É só conectar o aplicativo a uma conta de e-mail ou encaminhar os e-mails de confirmação. A partir daí o aplicativo gerencia o itinerário da viagem.

“Você terá todos os detalhes quando precisar deles. O aplicativo informa o seu voo, a hora do voo, o terminal, o endereço do seu hotel”, disse Dean.

O TripIt até notifica automaticamente o viajante quando ele deve sair para o aeroporto, acrescentou Martin. “Ele sabe quando seu voo deverá partir. Se você estiver no centro da cidade, ele sabe quanto tempo o transporte público levará.”

Quando chega ao aeroporto, Dean conta com o LoungeBuddy para dizer-lhe se ele tem direito a uma sala de espera e onde ela se localiza, Para quem acumula milhas, mas não em uma empresa aérea específica, a melhor opção para ter um oásis no aeroporto é comprar um passe de um dia, que pode ser adquirido no aplicativo.

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Visite os arredores

Quando estão em terra nos seus destinos, os viajantes podem mais uma vez recorrer aos seus dispositivos.

“Hoje estou sempre muito menos preparado do que costumava estar em termos de saber com antecedência como vou fazer alguma coisa porque sei que posso obter essa informação quando precisar”, explicou Dean. “Posso descobrir como chegar ao meu hotel quando estiver na área de desembarque.”

Grant geralmente usa o Google maps que baixou para seu dispositivo, para não ter que depender de conectividade. “Com a versão mais recente, é possível baixar mapas super detalhados, que mostram até as ruas,” disse. É possível também criar seu próprio mapa, personalizá-lo com os pontos de interesse.

Encontrar um lugar para ficar também é muito fácil, graças ao crescente hábito de compartilhamento.

O gigante, é claro, é o Airbnb, com mais de 40.000 opções somente em Paris , uma cidade onde é reconhecidamente difícil encontrar hospedagem a preço razoável. Os viajantes podem usar o website ou o aplicativo para explorar as opções de compartilhamento de acomodações em mais de 190 países.

Alugar um quarto ou uma casa é geralmente mais econômico do que a hospedagem tradicional em hotéis mas, para muitos, a sensação de viver como uma pessoa local também é muito importante. E o site está beneficiando-se desse fascínio também com a oferta de experiências únicas comandadas por, bem, pessoas do local.

E os aplicativos mais novos estão alertando os viajantes para locais para visitar e atividades interessantes de maneira mais eficaz.

Obtendo informações de fontes como Zagat e Thrillist, e ajustado aos seus interesses, o aplicativo Google Field Trip oferece aos usuários um alerta se houver algo pelas redondezas que talvez eles queiram conferir. GogoBot tem o objetivo de dar sugestões a partir de listas analisadas por sua comunidade para tudo, desde museus até montanhas em destinos em todas as partes do mundo.

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Pegue uma carona

Os viajantes que pegam a estrada estão encontrando aplicativos para melhorar sua experiência ao volante – ou no banco de passageiros.

Os motoristas nunca precisam arriscar se vão encontrar ou não uma lanchonete com WiFi na próxima saída graças ao iExit, um aplicativo que diz o que há mais a frente. E nem pense em pagar mais caro pela gasolina; GasBuddy utiliza informações de usuários para dizer em tempo real os preços dos combustíveis (e até responde àquela pergunta super importante: tem banheiro?).

Quando o assunto é compartilhar a corrida, o Uber sai na frente, conectando motoristas em 60 países a pessoas que precisam chegar a algum lugar.

Recentemente a empresa lançou o UberPool, que permite que o motorista pegue mais de um passageiro em uma mesma rota. E o serviço de entregas do Uber quando você viaja, embora esteja demorando a começar a operar, pode estar chegando.

A viagem do futuro

Embora esses aplicativos tenham melhorado imensamente as viagens, Martin prevê que os dispositivos wearable e pagamentos móveis estão se tornando parte integrante da experiência.

“Já atravessamos essa etapa do ‘não vai ser adotado,’” disse, citando o exemplo do relógio da Apple. “O que vai ajudar é o fato de as pessoas usarem tecnologia que simule o que já existe; ninguém tem medo de relógios.”

Ferramentas como esta, que emitem som para alertar quem as usa a virar à esquerda ou à direita nos permitirão tirar os olhos do telefone e desfrutar do que nos cerca – pois é para isso que viajamos.

Mais adiante ainda, Dean prevê uma época em que a realidade virtual signifique que não precisaremos mais viajar fisicamente.

“Quanto mais imersiva ela se tornar, menor será a diferença da viagem real”, acrescentou. “Se você deseja conhecer o Coliseu de Roma e pode vestir uma roupa e não consegue perceber a diferença, você precisa realmente gastar US$ 5.000 para ir até lá?”

Para aqueles que não podem pagar ou não conseguem viajar por problemas de saúde ou outros motivos, isso abre um mundo inteiramente novo.

Enquanto esse dia não chega, viajar significa ir a algum lugar. E para quem deseja aproveitar ao máximo a experiência, isso provavelmente significa levar um telefone carregado de aplicativos.

 

Dana McMahan é escritora independente, aventureira crônica e aprendiz em série de esportes, que divide seu tempo entre o interior de Kentucky e Detroit. Siga-a: @danamac.

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